Preocupa-me a crescente vaga de movimentos fundamentalistas que crescem como cogumelos nos países árabes recentemente libertados. A comunidade internacional terá que ficar atenta ao desenrolar de todo o processo electivo e legislativo, contudo não poderá interferir directamente na escolha do povo e aqui está um imbróglio muito difícil de gerir. Não podemos esquecer que os rebeldes quando têm sucesso numa operação Alá é o grande mentor desse mesmo sucesso, ao contrário, quando uma operação não é levada a cabo da melhor forma a culpa é da NATO. Temos aqui um exemplo que estamos perante um povo que talvez ainda não tenha separado suficientemente a política da religião, um povo que talvez não tenha uma vontade tão ávida de democracia "à europeia" conforme se tem badalado.
Será uma questão sensível, a gerir com pinças e sem dúvida a boa ou má gestão desta situação poderá ser a chave determinante num progresso ou retrocesso na procura de evitar um conflito à escala mundial entre dois mundos, o tal choque de civilizações. Naturalmente que não falamos de um conflito bélico mas sim ataques terroristas isolados que poderão colocar a segurança do mundo ocidental em péssimos lençóis.
Acredito que estas revoluções no mundo árabe são muito positivas mas, sinceramente, acredito pouco que o sistema político idealizado por estes mesmos povos seja a democracia. Não podemos negar que o mundo ocidental é distinto do islâmico, portanto não podemos "cravar a ferros" um sistema político com o qual estes povos não se identificam.
1 Opiniões:
Khadafi é mesmo o assunto do momento. Concordo com a tua "avaliação", vai ser uma situação difícil de gerir: segurança mundo ocidental VS princípio básico da auto-determinação dos povos...
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