Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

Eis que chegam mais cortes

Acabo de acordar. Eis que vejo logo boas notícias pela manhã!!! É nestas alturas que eu penso "Pai do céu, obrigado por não estar em Portugal!" Pois é meus amigos, isto de ser português a viver em Portugal é no mínimo...chato. Já não basta o país ser pobre e endividado como também não conseguir pagar a sua própria dívida. Hum, digam lá que isto não é motivo para reflectir acerca de uma anexação a Espanha ou, em última análise no suicídio. Aliás...anexação a Espanha não seria muito boa ideia já que os "nuestros hermanos" estão quase piores que nós. Deixo-vos a segunda opção que, parecendo que não, pode ser bem gira e divertida de ser colocada em prática.

Eu estou para aqui mais recheado da moral que um pastel de bacalhau de batata, mas em Janeiro já voltarei a esse rectângulozinho falido e aí bem, aí vou engrossar as estatísticas dos portugueses desempregados. Ok, posso sempre ir para a prostituição mas essa actividade por conta própria não conta para as estatísticas. Da última vez que fiz uns programinhas (como dizem os brasileiros) ainda fui perguntar se dava para passar recibo verde como "prestador de serviços" contudo disseram-me que não. Eu quis pagar os meus impostos o Estado é que se recusou!

A solução passava até bem pouco tempo por zarpar do país, aqui como o vosso companheiro Eduardo fez mas, hoje com esta crise global o melhor mesmo é ir para a floresta, montar uma cabaninha, caçar uns patos selvagens e comer umas amoras. Com estes belos aumentos do IVA na luz e água, (bens essenciais) os senhores da EDP e das Águas de Portugal vão ter trabalho redobrado, tantos serão os contadores que terão que deitar a baixo e tantas serão as "torneiras" que terão que "fechar". Em termos de cortes violentos o Governo de coligação PSD/CDS-PP é um bocadinho pior que o Bruno Alves.

3 Opiniões:

Ana Silva disse...

É o país que temos meu querido...

Marta Sousa disse...

Muito verdade o que dizes. Fazemos parte de um país obsoleto sem um rumo e, nós enquanto imigrantes, temos obrigação de um dia voltar para fazer qualquer coisa por este desgraçado país. Qualquer coisa que não seja engrossar listas de desemprego jovem. Mas tu sabes bem que quando voltares o teu grande problema vai ser mesmo escolher para quem trabalhar. Diga-se que o desemprego nunca foi problema dos competentes...

Eduardo CardoZo disse...

Continuo a achar que estou num país que não me merece. Portanto o que eu vou fazer por ele é N-A-D-A.

Arranjar trabalho não é complicado, aí podes ter razão. Arranjar algo que me realize é bastante mais difícil. Não sou uma pessoa de gostos fáceis :)